quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Crônica I - Grãos de café bem selecionados

É engraçado como nós aprendemos coisas novas todos os dias, como cada dia somado a nossa existência é decisivo para quem escolhemos ser no futuro. Vejo isso pelo fato de que em pouco mais de um ano minha vida deu uma cabalhota, eu redescobri tantas coisas que eu não quero retroceder nunca mais. (Sim, redescobri, pois eu já sabia, mas escondia de mim mesma.)

Finalmente reencontrei a estrada que eu tanto busquei. Digo estrada, pois encontrei no verbo viajar um significado de constância. Por isso vou fazer uma pequena comparação:
Eu sempre quis conhecer grandes metrópoles, sonhava alto, mas não no sentido bom da coisa, se é que você consegue me entender.
Agora eu sonho mais alto, só que agora sim no melhor sentido da expressão, viajar para mim agora é conhecimento, é observar o dedo poderoso do meu Deus em cada pedacinho microscópico deste planeta incrível que quero chamar de lar pela eternidade.

É incrível a oportunidade de ter vivido algumas experiências únicas na vida, resultado de um trabalho árduo. Mas se esse trabalho árduo não tiver o verdadeiro sentido, do que adiantou? É, com certeza somou experiência, mas será que experiências ruins contam? Não dá pra negar que sim, o famoso “aprender com os erros” tem o gosto amargo de um café, mas deixe que seja um café dos bons, daqueles que não deixam o amargor prevalecer na boca depois. Não digo isso querendo esquecer dos erros, mas para lembrar que existe uma redenção.
E quando você encontra essa redenção, aí sim o verdadeiro trabalho árduo vale cada minuto, porque traz sentido para a vida, traz verdadeiro significado.
E eu encontrei.
Agora sim a viagem vale a pena pois quando viajo, busco o que é de verdade.