sábado, 29 de março de 2014

segunda-feira, 24 de março de 2014

Resenha “Orgulho e Preconceito”



Resenha “Orgulho e Preconceito”

Escrito a mais de 200 anos por Jane Austen, “Orgulho e Preconceito” é um clássico da literatura britânica, e apesar da sua idade, o livro traz muitas características da personalidade humana dos dias atuais.
            A história se passa no início do século XVIII e mostra muito das características sociais da época, ressaltando o papel insignificante da mulher na sociedade, os deveres que tinha e nenhum direito, há não ser o de viver à sombra do homem.
            Tudo começa na casa dos Bennet, família formada pelo Sr. e Sra. Bennet e suas 5 filhas: Jane, Lizzy, Kitty, Lídia e Mary. Sem nenhum herdeiro homem, vivem com o fantasma de que com a morte do pai, a propriedade da família será herdada por um parente distante, privando todas as mulheres Bennet de um lar. Dessa forma, a Sra. Bennet mal vê a hora de ver suas filhas casadas e assim lhes garantir um lar.
            E é com a chegada de um novo vizinho que acontece o desenrolar de toda trama.
         O Sr. Bingley chega à cidade acompanhado de suas duas irmãs, o cunhado e o melhor amigo, Sr. Darcy. Tendo alugado uma bela propriedade da região e tendo uma boa situação financeira, logo chamou a atenção das famílias com moças à casar.
            Jane Bennet, com sua beleza e delicadeza, logo arremata o coração do jovem Sr. Bingley, o que acaba resultando em uma convivência de sua irmã, Elizabeth Bennet, com os acompanhantes do Sr. Bingley,
            Elizabeth Bennet é uma moça muito inteligente, a preferida do pai, tem uma personalidade muito firme não se deixa enganar por ninguém. Ela está muito além do seu tempo; numa época em que as mulheres eram ofuscadas pelos homens, ela é considerada uma rebelde. É o oposto da irmã, Jane, que não consegue ver maldade em ninguém e simplesmente aceita o que a sociedade lhe impõe sem questionar.
            Logo conhecemos também o Sr. Darcy, homem muito rico e também muito bonito que chama a atenção de todos em sua primeira aparição no baile na cidade. Apesar da beleza e da riqueza, mostra ser um homem extremamente orgulhoso e não exprime interesse por nenhuma das moças da cidade, julgando-as pela beleza e pela classe.
            Lizzy logo se vê totalmente avessa ao Sr. Darcy e faz questão de irritá-lo sempre que possível. Assim como à irmã do Sr. Bingley, julgando que apenas este último fosse digno da afeição de sua querida irmã Jane.
            Com o decorrer da história, Lizzy vai descobrindo muitas coisas sobre o Sr. Darcy, que ao julgar precocemente o faz odiá-lo. Mas nada é o que parece e ela se vê em meio aos seus próprios preconceitos, isso acaba fazendo com que ela se apaixone pelo homem que ele realmente é, e viver na angústia de saber se já é tarde demais para reaver o amor dele.
            Resenhar sobre esse livro sem contar muito do que acontece é muito difícil, por isso vou parando por aqui com a sugestão de que leiam. Aos que não são fãs de romance por acharem muito açucarados e melosos, garanto que “Orgulho e Preconceito” não é! Gostei desse livro principalmente pelo fato de não ser um romance apelativo. O livro é sim cheio de diálogos muito inteligentes e muito ricos. Ah! E com uma pitada de humor e sarcasmo por conta do Sr. Bennet.
            É um livro que você não quer parar de ler pois quer saber logo quando Elizabeth e o Sr. Darcy se encontrarão novamente, o que irão conversar, como irão agir... Enfim, leiam! 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Resende: A Princesinha do Vale

Campos Elísios domingo à noite

Linha do trem (altura de São Caetano)

Linha do trem (altura de São Caetano)

Academia Militar das Agulhas Negras

Igreja Matriz

Ponte Nilo Peçanha (Ponte Velha)

Residenciais do Campo

Beira Rio

quarta-feira, 12 de março de 2014

Resenha de "O Crime do Padre Amaro"


Resenha “O Crime do Padre Amaro”

Essa foi a primeira obra da literatura portuguesa lida por mim e, apesar da grande quantidade de palavras e expressões antiquadas, algumas até em desuso, surpreendeu-me a facilidade que o autor teve em descrever seus personagens.
E mesmo em muitas das vezes precisando do dicionário, a leitura fluía rapidamente, e com o tempo você acaba até se acostumando com o palavreado popular da época. Principalmente no meu caso que com o tempo de leitura me pego falando como os personagens do livro. Rs.
A história se passa no século XIX, na cidadezinha de Leiria, próxima à Lisboa. E o enredo conta a história do romance entre um padre e uma moça beata.
Grande parte das personagens são beatas e eclesiásticos, dessa forma a religião católica está impregnada em cada página do livro.
Amaro Vieira, protagonista, é um jovem padre que teve a vida, desde que nascera, conduzida para o seminário pela senhora que lhe cuidava. Sem mesmo saber se tinha vocação, o menino foi logo moldado para tal destino. Aconteceu-lhe então quando a mocidade chegou. Viu-se preso à batina com as vontades de um homem comum e não de um sacerdote de Deus.
Amélia, nossa outra protagonista, moça beata, muito bonita e respeitada de Leiria. Viveu sempre cercada dos costumes da igreja; vivia em meio a beatas e padres; era temente ao Deus castigador pregado pelos religiosos e muito devota de Nossa Senhora das Dores que nunca lhe negara favores.
Existiam algumas outras personagens importantes na trama, como João Eduardo, liberal indignado com algumas atitudes dos eclesiásticos. Estava para tornar-se noivo de Amélia, antes do pároco Amaro chegar.
Tinha também o cônego Dias, padre-mestre de Amaro, vivia uma vida de vaidades e foi cúmplice do crime.
Além das beatas que nunca perdiam uma fofoca e nem negavam suas opiniões a ninguém.
A trama desenrola-se quando ao chegar em Leiria, Amaro hospeda-se em casa de D. Joaneira, beata e mãe de Amélia.
O padre logo vê-se mergulhado numa paixão desenfreada pela menina Amélia, essa que também cai da amores pelo pároco.
E mesmo indo contra tudo em que havia baseado-se a sua educação, Amaro alimenta esse sentimento, tendo fortes batalhas mentais muito bem descritas pelo autor, convencendo-se de que não está cometendo um pecado. Começando assim a manipular como pode as pessoas para conseguir viver seu romance. Mostra-se sujeito inescrupuloso, covarde e totalmente entregue aos desejos da carne. Gozando em ter a rapariga sob seu total controle.
Amélia, vendo-se numa paixão sôfrega pelo pároco, mesmo com medo do pecado acaba caindo na lábia do padre, esse usando de todos os artifícios possíveis para convencê-la da pureza e santidade do que estavam fazendo. Aproveitando-se do papel de confessor da menina para induzi-la ao pecado.
No entanto, com o tempo, apesar do fogo que ardia entre eles, Amélia começa a ficar perturbada com o pecado e sente Deus e os santos todos virando-lhe as costas.
Desenrola-se então uma serie de acontecimentos que só comprova à moça a ira de Deus.
Apesar do livro girar sobre esse romance cheio de pecado, ele mostra também como a igreja exercia influência sobre os devotos na época. Muitos dos eclesiásticos agindo sem escrúpulos, manipulando a população da maneira que lhes convinham. Além de esmagar todos que tentassem revelar suas reais intenções e abrir os olhos dos crentes. Isso é mostrado claramente no livro.
Mas acredito que Eça de Queirós não estava criticando a igreja em si, mas o sistema político-social da época que queria cegar e manipular as pessoas a seu favor. Até por que, aparece o abade Ferrão para salvar a reputação dos padres que aparecem no livro, esse sim homem digno de ser um sacerdote de Deus.
O livro vale muito à pena, mostra muito da sociedade da época. Além de não dar vontade de parar de ler, página após página querendo chegar ao clímax da história. Outra coisa muito interessante é o sentimentalismo que nos toma a cada fato. Muitas vezes exclamei, xinguei e vibrei com os acontecimentos narrados. Super recomendo!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fim de tarde, fim de arte


Fim de arte

Mais um dia finda, levando embora suas belas cores
Trazendo as luzes da cidade, cores artificiais, um mundo diferente
Dia e noite se encontram num fim de tarde
Luz e escuridão, contrastes
A sol se vai, levando os trabalhadores comuns, os passeios, os almoços, o verde
A lua vem, trazendo casais apaixonados, jantares à luz de vela, o brilho e o glamour
Pessoas se transformam, como se a luz da lua tivesse influência em cada canto do nosso corpo
E será que não tem?
Fim de tarde, fim de arte
Abaixo as minhas lentes e acabam-se as fotos de natureza
Levanto-as novamente e já o posso fotografar a transformação
Outra arte, outros olhos.

Texto e fotografia por Natyh