Ouço o som da água correndo num ritmo constante, a luz do sol refletida cega os olhos
O farfalhar das folhas das árvores ao vento dissipam a dor
Mal vejo o tempo passar, meus pensamentos vagam pelo céu, olho a paisagem ao meu redor, mas não enxergo, apenas sinto
Meus pés descalços sentem a areia macia tocá-los como uma luva de veludo, acalma
O céu nublado contrasta com o barulho do mar sem atrapalhar o silêncio da minha alma que descansa
Minha respiração mal pode ser ouvida, busca o ar sem pressa
A mente vazia faz uma viagem pelas ruínas da solidão; as lembranças causam nostalgia, a natureza da minha vertigem
Quando relaxo sinto que posso voar.
15/08/2013
Natália Oliveira


