terça-feira, 28 de abril de 2009

Aos pedaços...



Meus olhos agora frios e distantes, sem brilho e sem vontade, piscam lentamente, ardem com as lágrimas que insistem em cair e não conseguem enxergar nada além de dor.
Meus braços agora caídos, sem você pra abraçar, não sabem mais como se movimentar longe do seu corpo e sentem o frio de um coração despedaçado.
Meu sorriso não é mais o mesmo, não tem mais a força do meu sentimento, não tem mais o brilho do seu olhar, não tem mais o desejo de se deixar beijar.
Meu coração que antes batida acelerado só de te olhar, agora bate lento, sentindo mágoa e raiva de quem o fez sentir tanta dor, de quem o maltratou tanto a ponto de fazê-lo sangrar e clamar por compaixão, clamar por um pingo de consideração e que você não teve a decência de ter.
Agora eu choro, choro sim e não escondo! Ninguém nunca vai poder dizer que não sofri por amor.

domingo, 5 de abril de 2009

Silêncio.




O silêncio muitas vezes enlouquece, nos deixa a beira de um abismo, sem saber o que pensar, sem saber no que o outro alguém pensa. O silêncio nos faz imaginar coisas que não existem, nos faz acreditar que o errado pode ser certo e que o certo sempre é errado, soma ilusões, diminui verdades.


Silêncio.


Que nos faz tomar decisões precipitadas, que força nossa maneira de pensar, que cria falsas esperanças, que nos faz parar de caminhar, que arrasa boas lembranças.


E nada vai mudar minha maneira de pensar. Por mais belo que ele seja, traz escondido um véu de escória.

Natyh

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Gritar


Sabe quando dá aquela vontade louca de sair gritando por aí.? E pra acalmar isso a gente não sabe se o melhor é enfiar a cabeça debaixo de um chuveiro gelado ou se é colocar a mão desnuda numa panela quente. As duas opções parecem bem interessantes, mas por que não gritar?
Chegar no alto de uma escarpa, posicionar-se e gritaaaaar... aaaaar... aaar... aar... ar... o som do eco invadindo os ouvidos como o vento que sopra forte. Sentindo a corrente de ar percorrer todo o corpo como se essa tivesse permissão pra tudo! Os pulmões se enchendo do mais puro ar, o coração batendo acelerado com aquela sensação de alívio, a sensação de pôr pra fora tudo aquilo que estava corroendo de dentro para fora.
Então por que não fazer alguma coisa bem anormal de vez em
quando?