sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Building Bridges



"Meu mundo, tão distante do seu. Meus problemas tão diferentes dos seus. Será que um dia tu vais me olhar como eu te olho? Queria eu que ficasses mais um pouco, queria eu escutar tua voz de um jeito diferente do que todos estão acostumados a ouvir, queria eu poder te abraçar tão forte que tu pudesses sentir como meu coração bate ao lado do teu, queria eu sentir ao menos uma vez teu olhar sobre mim.
Eu sou apenas... Eu! Não quero que vejas em mim alguém que não existe, uma atriz ou alguém que finge ser o que não é e que nunca será. Sou eu com os meus dilemas, minhas crises, meus desafios, minhas vitórias, minhas derrotas. Sou eu de corpo, alma e coração. Sou eu de mente, carne e paixão. Sou eu de idéias, respostas e emoções. Sou eu de perguntas, problemas e solidão. Sou eu de bem ou de mal. Só não sou eu de mentiras, farsa e traição. É difícil mostrar realmente quem você é, principalmente para quem tu queres ganhar, mas se mostrares o que és hoje, não haverá uma decepção quando tiveres num momento ruim amanhã.
E hoje, queria apenas eu construir pontes entre os meus sentimentos e os teus. "


Natyh

Um comentário:

Anônimo disse...

O tempo passa. Os conflitos de gerações encadeiam-se, dando-nos a sensação de que quase nada há de comum entre elas. Será?!
Eis minha resposta:

Encontro de almas

Cena que se repete, com freqüência, há mais de vinte anos. O dia é corrido. Anoitece sem que eu perceba. Já passa da meia-noite. Exausta, deito e adormeço quase que imediatamente. Sono pesado, sem interrupções nem sonhos. Como todas as outras vezes...
Amanheço juntamente com o novo dia. Percebo-me angustiada antes mesmo de abrir os olhos. Melancolia profunda. Identifico-a: saudade, muita saudade... Nítida sensação de haver estado com ele até instantes atrás. Respiro fundo na esperança de alcançar-lhe ainda os lábios para um último beijo... Nada... Tentativa frustrada. Como todas as outras vezes...
Procuro uma explicação. Interrogo-me. Será ele que se vai? Ou serei eu que volto? De onde? Onde nos encontramos? Não sei... Sei apenas que nos encontramos... Como todas as outras vezes...
(Maria José)