sábado, 27 de dezembro de 2008

Sem título!

"Qual seria o caminho certo a seguir se nem ao menos sei aonde quero chegar?É difícil seguir as cegas esperando alcançar algo, esperando alcançar alguém que não se sabe o que ou quem é.É difícil fazer o certo se não se sabe que está cometendo um erro.É difícil não magoar alguém se não sabe que está magoando.E como saber? Como saber se estamos no escuro? Como saber o que está esperando na próxima curva? Tentar enxergar no meio de tanta bruma obscurece meus olhos e eu não vejo mais que centímetros diante de mim.Fico na espera de uma luz, alguém que me mostre o caminho, algum motivo pra dar o próximo passo, uma palavra de incentivo.Não sou a única que espera um empurrão, muitos não sabem pra onde ir, e vivem em busca de uma mão amiga, que nem sempre lhe é oferecida.É triste perceber que quem pode não ajuda quem precisa."

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Desde sempre

"_Socorro! Alguém, por favor, ajude-me! Socorro!_ela gritava enquanto corria em meio às altas árvores da floresta, seu vestido azul claro que batia nas canelas frequentemente agarrava em alguns galhos dos baixos arbustos e o corpete que usava, cada vez parecia ficar mais apertado em sua fina cintura, seus longos fios de cabelo pretos e ondulados, começava a soltar-se da trança que lhe batia quase na cintura, a pele branca de suas bochechas agora estavam num tom de rosa, quase vermelho, a face bela e jovem da garota tinha uma expressão de pavor, suas mãos suavam e seus pés estavam doloridos por estar descalço. O som dos cascos de cavalos no chão aumentava cada vez mais, assim como os gritos e risadas maldosas dos homens que montavam esses cavalos.
Foi quando ela tropeçou na raiz de uma árvore e foi de encontro ao chão, ralando-se toda, que não teve mais tempo de pôr-se de pé, os homens que a seguiam acabavam de chegar ali.
_Por favor... O que farão comigo?_ela perguntou olhando-os descer dos cavalos, eram dez homens, todos muito mal encarados, exceto um, mas o medo que ela sentia naquele momento não a deixava reparar em nada mais ao redor de si.
_Nós só iremos nos divertir um pouco, garota._um dos homens respondeu rindo, pegando-a com força pelo braço e levantando-a.
_Me solta!_ela gritou, sentindo a mão grossa e pesada do homem apertar-lhe o delicado braço com tanta força que ela começava a não sentir mais o sangue correr pelas veias de seu braço.
_Não garota!_ele exclamou gargalhando, assim como oito de seus homens ao arrancar um pedaço de seu vestido, deixando-a nua da metade dos joelhos pra baixo..."


Desde sempre foi assim? Desde sempre pessoas machucam outras por simplesmente... prazer? Às vezes me pergunto por onde anda a consciência e o caráter de muitos...

Natyh

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

~ forgive


Cubos de gelo. Sinto entre os dedos das minhas mãos o frio cortante que o chão emana. Meu rosto contra o piso está molhado de lágrimas inacabadas. Meu corpo rói na superfície plana. Meu coração bate lento, sufocado numa prisão injusta. Minha mente voa desorientada pelo vento. Meus lábios roxos não reagem à minha voz que tenta gritar de qualquer maneira, tenta botar pra fora toda a dor, todo tormento que me asfixia. Dói tanto assim o perdão? É tão difícil assim esquecer o mal que fizeram?
Perdoar, apagar pra sempre, não mais remoer, não mais...esquecer! O ser humano tem esse poder? Tem a capacidade de perdoar? Será que alguém consegue realmente esquecer se lhe enfiam uma faca ou um ferro em brasa direto no coração? Onde vivem todos os sentimentos!? Será!?


Natyh

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Tormenta

A noite estava fria, o vento gélido entrava pela janela do quarto, que provavelmente Ela esquecera aberta.
Ele acordou sobressaltado, faziam dias que aqueles anjos e demônios vinham povoando sua mente durante o sono.
Levantou-se sentindo o vento balançar seu cabelo desalinhado, foi até a janela e fechou-a com cuidado para não fazer barulho e acordar a bela que dormia.
Saiu do quarto enrolado em um grosso e grande agasalho, desceu lentamente os degraus sentindo o frio, que emanava das pedras de que eram feita a escada, penetrando entre os dedos de seus pés que começavam a ficar roxos.
A sala estava totalmente na penumbra, não havia nenhuma alma viva ali. Ele acendeu a lareira e sentou-se no sofá, precisava se aquecer. As chamas na lareira tremeluziam, formavam rostos, lambiam seus olhos o fazendo imaginar figuras distorcidas, seriam anjos? Anjos no fogo.
A lareira começava a aquecer seu corpo, mas havia algo frio em seu coração e em sua mente que pareciam não querer derreter.
Levou um susto ao ouvir um barulho abafado e o uivo do vento. A janela da sala havia se aberto e o vento entrava em fúria. Como se o frio não pudesse lhe afetar ele andou calmamente até a janela, lá fora a escuridão tomava conta, as brumas forravam o chão branco e gelado como um cobertor formando mais rostos escondidos sob elas, seriam demônios? Demônios de gelo.
Foi quando ouviu passos delicados vindos da escada. Ela estava ali, olhando para ele com um semblante confuso.
"Não se preocupe comigo meu bem, o tormento é um elemento da alma." _ E sem dizer mais nada Ele levou-a de volta para cama.


Trecho de uma fanfiction de minha autoria.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Building Bridges



"Meu mundo, tão distante do seu. Meus problemas tão diferentes dos seus. Será que um dia tu vais me olhar como eu te olho? Queria eu que ficasses mais um pouco, queria eu escutar tua voz de um jeito diferente do que todos estão acostumados a ouvir, queria eu poder te abraçar tão forte que tu pudesses sentir como meu coração bate ao lado do teu, queria eu sentir ao menos uma vez teu olhar sobre mim.
Eu sou apenas... Eu! Não quero que vejas em mim alguém que não existe, uma atriz ou alguém que finge ser o que não é e que nunca será. Sou eu com os meus dilemas, minhas crises, meus desafios, minhas vitórias, minhas derrotas. Sou eu de corpo, alma e coração. Sou eu de mente, carne e paixão. Sou eu de idéias, respostas e emoções. Sou eu de perguntas, problemas e solidão. Sou eu de bem ou de mal. Só não sou eu de mentiras, farsa e traição. É difícil mostrar realmente quem você é, principalmente para quem tu queres ganhar, mas se mostrares o que és hoje, não haverá uma decepção quando tiveres num momento ruim amanhã.
E hoje, queria apenas eu construir pontes entre os meus sentimentos e os teus. "


Natyh

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Papel amassado

" Cada palavra que eu uso, cada frase que eu escrevo, é como se eu colocasse pra fora tudo que se passa aqui dentro de mim. Meus medos, minhas angústias... tudo que maltrata minha mente é transformado em letras, orações. Foi o jeito que eu encontrei de exorcizar tudo de ruim de mim. Foi o jeito que eu encontrei de expressão. Meu jeito, minha maneira de te tirar do coração. O que resta de nós dois agora são apenas versos escritos num papel amassado num canto do meu quarto, num canto do meu coração, num canto dos meus sentimentos... Foi você, você que não quis ser mais do que um rabisco numa folha, você que não quis ser mais que um rascunho feito pela minha lapiseira, você que não quise ser minha obra final. Agora, o que resta é a lembrança do que um dia eu sonhei ser eu&você." by Natyh

sábado, 28 de junho de 2008

Cedo ou tαrde

Quαndo perco a fé,
Fico sem controle
E me sinto mαl, sem esperαnçα
E αo meu redor,
A invejα vαi,
Fαzendo αs pessoαs se odiαrem mαis.
Me sinto só,
Mαs sei que não estou
Pois levo você no pensαmento
Meu medo se vαi,
Recupero α fé,
E sinto que αlgum diα αindα vou te ver
Cedo ou tαrde

Cedo ou tαrde
A gente vαi se encontrαr,
Tenho certezα, numα bem melhor...
Sei que quαndo cαnto você pode me escutαr.
Você me fαz querer viver,
E o que é nosso,
Está guαrdαdo em mim e em você
E αpenαs isso bαstα

- NX Zero